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03 dezembro 2010

Cor, humor, criatividade e refinamento nas pinturas de Claudio Souza Pinto

"Não somos o que realmente queremos ser, e sim o que a sociedade nos impõe.... o teatro da vida" (Cláudio Pinto)

Para o artista, a vida é um grande teatro. Como parte dele, as pinturas revelam os sentimentos do ser humano sob as Máscaras do Cotidiano

As vestes coloridas, traçadas com boa dose de sensibilidade e humor, representam os sentimentos. Ao invés de rostos, máscaras. Ao invés de corpos, comportamentos são evidenciados. É nesse contexto que foram criadas as obras de Claudio Souza Pinto.

O que você diria disso? O que você acharia ao ver alguém andando por aí com uma máscara no rosto e, ao se aproximar, percebesse que atrás da máscara não há nada? Nem rosto nem cara nem cabeça nem coisa alguma?

Como é o ser humano quando "tira a roupa"? Como é você quando não tem ninguém olhando? Você existe? Você é de verdade? Ou por trás das aparências, dessas aparências que você mostra às pessoas, você também não é ninguém?

Os quadros de Cláudio Souza Pinto são assim. Não há nada além de roupas, chapéus, sapatos, máscaras. Não há nada dentro das roupas, chapéus, sapatos, máscaras. Ele pinta muitíssimo bem os gestos, os movimentos, os trejeitos, os volumes corporais e as posturas ... de ninguém. Nos quadros dele os seres humanos são ilustres desconhecidos. Só se sabe das suas aparências. Dos seus movimentos visíveis.
 
Há todo um vasto teatro nesses quadros, há inúmeros personagens, há uma série de representações cada qual mais socialmente conhecida e mais culturalmente comum, e no entanto não há ninguém.
 
Os atores não existem. Só os personagens. As pessoas não estão lá. Como se já tivessem ido embora quando Cláudio as pintou, ou como se ainda não tivessem chegado.

O forte contraste entre as cores evidencia a harmonia e a profundidade das obras, característica que mexe com os sentimentos de quem as vê.
 
 
"Pinto as vestes do ser humano pois a sociedade só dá valor à aparência. Só que estas camuflam sentimentos", conceitua o artista.
 
Para ele, as máscaras são mais do que frutos da criatividade. Elas são as situações que todo mundo enfrenta.
 
"Todos nós temos diferentes máscaras de comportamento, que surgem de acordo com a ocasião", diz.

A crítica às regras ditadas pela sociedade, que valoriza as pessoas pelo o que elas têm e não pelo que pensam ou fazem, recebe também um tratamento bem humorado e poético. "Caracterizo minhas telas como sendo de grande sensibilidade, leveza e alegria, mensagens que todos podem compreender", comenta sobre as figuras que atentam para situações corriqueiras, que resultam de sentimentos como amor, fracasso e dor.

 











Após passar as idéias para a tela, ele decide as cores que utilizará.
 
"Não me preocupo em combiná-las, quero que elas vibrem apenas", explica sobre a escolha que nada tem a ver com os padrões estéticos convencionados.
 
"Nas roupas também mistura muitas estampas", acrescenta.

Para falar de amor

O paulistano Claudio Souza Pinto, que desde menino demonstrava a habilidade para desenhar e desenvolver outros tipos de atividades artísticas, fez sua primeira tela aos 11 anos de idade.

Formado em Desenho Industrial, cria sua pintura sem orientação de terceiros, apesar de não deixar de citar o surrealismo e as obras de Da Vinci e Bosh como grande influência na carreira.
 
Suas telas, que segundo ele falam, sobretudo, do amor, de sentimentos que ele busca para alegrar a vida das pessoas, já são conhecidas nos círculos artísticos e intelectuais de Paris.

"Comecei a expor meu trabalho em Paris, onde tive oportunidade de fazer várias mostras em lugares diferenciados. Lá, a cultura da arte está muito presente na vida das pessoas", testemunha.

Já no Brasil, assegura, as pessoas estão começando a olhar um pouco para tal segmento. "É um país jovem...precisamos de mais incentivos", alega o pintor-poeta-humorista.

As três características foram concedidas ao artista pôr profissionais de Paris.Segundo eles, as telas de Claudio se utilizam de um realismo fantástico, em que se discute a evolução, a melancolia e o amor. Tristeza ou alegria, independente da essência, o homem está sempre presente, mesmo que seja em estado de espírito.

Impressões pessoais: Eu adorei as telas de Cláudio Souza Pinto. Depois de ver uma entrevista sua no programa A noite é uma criança fiquei impressionada com sua facilidade de expressar em tela os movimentos, a diversidade de cores, impactando os olhos de quem ver. Pesquisei e decidi postar aqui no blog. Espero que tenham gostado. Eu amei, espero um dia ter a oportunidade de ter uma de suas telas. (Flávia Brandão)

Vejam mais imagens de suas telas.

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