Bem vindos!

Confabulemos...

23 novembro 2011

Filhos: LIMITES


9 passos para impor limites

Terapeuta, autora, mãe e avó, Diane Levy separa as atitudes que valem a pena das que só gastam energia e compartilha sua fórmula para ter filhos disciplinados



Na incansável luta para impor limites, muitas vezes os pais desperdiçam mais energia do que deviam. Para evitar isso, a psicóloga neozelandesa Diane Levy, autora do livro “É Claro que Eu Amo Você... Agora Vá para o Seu Quarto!” (Editora Fundamento) e especializada no aconselhamento de pais, separa aquilo que apenas cansa daquilo que dá certo na hora de educar os filhos.
Há um bom punhado de coisas que fazemos ao tentar educar as crianças e que simplesmente não ajudam. “Quando você evita explicar muito, avisar muito, adular, subornar, ameaçar e punir, você poupa tempo e energia e mantém a sua dignidade como pai ou mãe. Quando você pede, diz e deixa a distância emocional fazer o trabalho, suas crianças rapidamente aprenderão que quando você pede que eles façam algo – ou que parem de fazer algo – eles não tem alternativa a não ser fazê-lo”.
Segundo Diane, reconhecer e evitar estratégias exaustivas e inúteis torna os pais mais convincentes em suas ordens ou instruções. Leia abaixo os conselhos.
1. Não se explique demais

“Quando pedimos para uma criança fazer algo ou para parar de fazê-lo, nosso hábito é de seguir com uma grande explicação de porquê tal ação é necessária. Se nossos filhos não respondem à primeira explicação, pensamos que ela não teve apelo para eles (ou que eles apenas não a entenderam) e, então, gastamos tempo e energia em tentar convencê-los novamente”, explica Diane.
Se a criança não entendeu porque está sendo solicitada a fazer ou deixar de fazer algo, dificilmente ela será convencida por mais e mais explicações. O que ela precisa entender é que tudo o que você pede é para o bem dela – e assim será até ela crescer.
2. Não dê mais de um aviso
“Ao dar várias chances e avisos, nós mostramos às crianças que não acreditamos naquilo que dizemos e que não esperamos uma ação efetiva até darmos muitos e muitos avisos”, diz Diane. “A maioria das crianças entende que enquanto os pais estão nesse ‘modo de aviso’, nada irá acontecer com elas”. Portanto, seja firme.
3. Não adule

Você se pega usando frases como “se você arrumar seu quarto, ganha um chocolate” ou “faça toda a lição e te dou um brinquedo” com frequência? Pense melhor. “Quando os adultos se esforçam adulando e coagindo as crianças para que elas façam o que devem, isso significa que só os pais estão fazendo o trabalho duro, enquanto os filhos esperam uma recompensa convincente o bastante para encorajá-los a começar uma tarefa que não é mais que obrigação deles”.
4. Não suborne
As crianças devem ser acostumada a agir dentro de um senso de obrigação. “Se o único jeito de conseguirmos fazer com que as crianças façam o que mandamos é oferecendo algo, nos deixamos vulneráveis a ter que pensar em maiores e melhores ‘mimos’ com o tempo. Além disso, essa ação dá às nossas crianças a permissão de perguntar ‘o que você me dará se eu fizer isso?’ – e esse não é um bom hábito para se encorajar”, resume Diane.
5. Não ameace
Ameaças funcionam com "se você não fizer isso.. então eu irei…”. Diane explica que, assim, você abre um contrato e isso dá margem para a criança negar a oferta. "Aprendi essa lição muito cedo com o meu primeiro filho. Quando dizia 'Robert, se você não guardar seus brinquedos agora, não iremos ao parque essa tarde', ele apenas respondia 'tudo bem'. E eu ficava sem saber para onde ir", relembra.
"Outro problema em ameaçar é que, se você fala que irá fazer algo, é obrigado a cumprir isso. A maioria das ameaças que tem como objetivo persuadir a criança a fazer o que foi pedido nos pune mais do que a elas", explica Diane. E exemplifica: “Os pais ameaçam: 'Se você não fizer isso imediatamente, não verá mais TV pelos próximos três dias'. É mais provável que a vida de quem fique mais difícil com essa ameaça?".
6. Não puna
Segundo Diane, algumas crianças aprendem através das punições, mas muitas se tornam ressentidas, irritadas e se sentem tratadas de forma desleal. “Também, se usarmos a punição, nossos filhos podem simplesmente aprender como aguentá-las – e voltarem a fazer aquilo que tentamos evitar”, afirma.
Mas se os pais deixarem de explicar, avisar, adular, subornar, ameaçar e punir, o que eles podem fazer? Diane sugere uma estratégia simples, com três passos: peça, diga e aja.
7. Peça uma vez só
Diane recomenda que os pais simplesmente peçam o que deve ser feito e observem a resposta do filho. Isso dará a eles uma informação importante. “Quando as crianças se negam a fazer o que foi pedido, eles usualmente expressam uma das três formas a seguir: tristeza, irritação ou distanciamento”, ensina ela.
A tristeza é simbolizada por chateação. “Eles parecem ofendidos e dizem ‘por que eu?’”, descreve. A irritação se manifesta em confronto: “eles discutem e acusam você de ser injusto com eles”. O distanciamento é caracterizado por indiferença. “Eles ignoravam você, olham para outro lado e continuam o que estão fazendo”, completa Diane. “Tudo isso significa que a criança não fará aquilo que pediu”. Mas como reagir?
8. Diga de maneira enérgica
“Vá até o seu filho – isso pode ser um pouco difícil para os pais, pois significa que eles terão que parar aquilo que estavam fazendo, levantar e ficar do lado da criança”, orienta Diane. Segundo ela, a presença próxima vale a pena. “Uma vez que aparecemos perto da criança, ela sabe que isso significa que ela terá que fazer o que foi pedido”.
A autora recomenda que os pais falem baixo – isso mostra que eles estão no controle tanto da própria voz quanto da criança – e que olhem seu filho nos olhos.

9. Aja
Se seu filho não respondeu a nenhuma das ações anteriores, você precisa fazer algo. “A coisa mais efetiva que você pode fazer é usar a ‘distância emocional’ até que ele esteja pronto para fazer o que foi pedido”, aconselha Diane. “Pegue-o no colo ou pela mão e o leve para o quarto. Diga firmemente ‘você é bem-vindo para se juntar à família assim que estiver pronto para fazer o que pedi’, e deixe-o sozinho”, completa. Lembre-se: o seu filho tem o poder de se reunir à família ao fazer o que lhe foi pedido.
Quando as crianças são maiores – e tirá-las do lugar é mais difícil – Diane recomenda que os pais apenas determinem consigo mesmos: “eu não farei nada até que ele esteja pronto para fazer aquilo que eu pedi”. E continuem com o que estiverem fazendo, normalmente. “Quando a criança aparecer com um pedido, você pode calmamente lembrá-la de que ficaria feliz em atendê-la, assim que ela fizer aquilo que foi estabelecido (e ignorado) anteriormente”, diz a autora. “Ele pode fazer duas ou três tentativas para chamar sua atenção, mas vai acabar entendendo que precisa fazer o que foi solicitado pelos pais”, finaliza.

22 novembro 2011

QUE DELÍCIA: Torta Fácil de Chocolate


Torta Fácil de Chocolate

Sobremesa deliciosa que parece um pudim

Ingredientes


  • 90 g de açúcar (½ xícara de chá)
  • 60 ml de água (¼ xícara de chá)
  • 100 g de manteiga (½ xícara de chá)
  • 200 g de chocolate meio amargo picado (1 xícara de chá)
  • 3 ovos
  • 45 g de açúcar (¼ xícara de chá)

Modo de preparo


1°- Numa panela coloque 90 g de açúcar e 60 ml de água, leve ao fogo médio até formar uma calda em ponto de bala mole (+/- 3 minutos). Abaixe o fogo adicione 100 g de manteiga e misture até derreter (30 segundos). Acrescente 200 g de chocolate meio amargo picado e misture até desfazer os grãos maiores de açúcar e formar uma mistura com textura de areia (+/- 3 minutos). Retire do fogo e deixe amornar.
2°- Coloque numa batedeira 3 ovos, 45 g de açúcar e bata até obter um creme fofo (+/- 8 minutos). Com a batedeira ligada adicione a mistura de chocolate (feita acima) e bata bem até formar uma mistura homogênea.
3°- Numa assadeira redonda (17 cm de diâmtro) untada e enfarinhada coloque a massa de chocolate e leve para assar em banho-maria em forno pré-aquecido em 180° C por +/- 45 minutos. Retire do forno, desenforme quente e sirva em seguida.

Os benefícios da YOGA


A yoga trabalha consciência corporal, flexibilidade, resistência e respiração

Prática milenar indiana também ajuda a promover o autoconhecimento.
Veja exercícios contra dor, estresse no trânsito e em situações de desafio.


Existem várias correntes distintas de ioga, mas todas trabalham a consciência corporal, o autoconhecimento, a flexibilidade, a resistência e a respiração. Algumas linhas são mais suaves, voltadas para a meditação e a recitação de mantras, enquanto outras se baseiam na chamada “power ioga”, que inclui movimentos intensos.
Não importa qual seja a vertente, essa prática milenar indiana funciona como uma grande ferramenta para promover bem-estar e pode ser incluída em situações simples do dia a dia.
A palavra ioga original vem do sânscrito “yoga” (pronuncia-se iôga) e significa união, em referência ao equilíbrio entre o corpo, a mente e a essência do homem, de acordo com a professora Meg Caballero.

Existem várias correntes distintas de ioga, mas todas trabalham a consciência corporal, o autoconhecimento, a flexibilidade, a resistência e a respiração. Algumas linhas são mais suaves, voltadas para a meditação e a recitação de mantras, enquanto outras se baseiam na chamada “power ioga”, que inclui movimentos intensos.
Não importa qual seja a vertente, essa prática milenar indiana funciona como uma grande ferramenta para promover bem-estar e pode ser incluída em situações simples do dia a dia.
A palavra ioga original vem do sânscrito “yoga” (pronuncia-se iôga) e significa união, em referência ao equilíbrio entre o corpo, a mente e a essência do homem, de acordo com a professora Meg Caballero.
Veja agora exercícios de ioga para superar o estresse no trânsito e para fazer antes de grandes desafios ou durante o trabalho.
Contra o estresse no trânsito (Pranayama)
Concentre sua respiração em um ponto fixo do rosto, entre as sobrancelhas. Apoie o dedo médio no ponto, inspire lenta e profundamente pelo nariz e expire pela boca, com uma espécie de bico.
Esse movimento ajuda a dosar a saída de ar, aliviando a tensão e o estresse do momento. O segredo está em esvaziar o ar e, junto com ele, expirar a tensão.

Antes de um desafio (Virabhadrasana)


As duas posições de guerreiro são indicadas para garantir força e confiança em períodos que antecedem grandes desafios. Elas ajudam a aumentar a resistência das pernas e a sustentação do corpo, dando coragem para encarar o que virá pela frente.
A base está na perna: em uma, os braços devem ficar para cima e na outra, para os lados, na linha dos ombros. A intenção é trabalhar o guerreiro que existe dentro de você, de modo que não acelere a respiração nem altere as condições naturais do corpo, mas se baseie na percepção da energia concentrada nas pernas.
Antes de dormir (Setu Bandha Sarvangasana)

Deitado, flexione os joelhos e apoie os pés sobre a cama. Os braços devem estar estendidos na extensão dos pés e a musculatura posterior precisa ser contraída, para que a parte anterior da coxa seja alongada.
Dessa forma, você faz com que o tórax fique mais leve, descarregado, e o corpo inteiro relaxe, proporcionando um sono mais agradável.
Ao acordar (Surya Namaskar)

O ato de espreguiçar-se é muito saudável. Esse exercício é indicado para fazer logo depois de acordar, pois aquece o corpo e dá mais energia.
Essa sequência de movimentos dura cerca de 20 segundos, como uma coreografia rápida. Na chamada posição de cachorro, você recebe uma carga de disposição para enfrentar o dia.
Uma dica é fazer essa atividade ao sol, pois representa uma forma de saudação e usa a energia solar para ser realizada. Não precisa ser em um ambiente externo, é preciso apenas ter luz natural.
No trabalho (Purnasana)
Para quem trabalha dentro de um escritório o tempo todo, submetido a pressão, estresse e posições fixas, é possível fazer exercícios durante o próprio expediente.
Basta levantar-se e fazer uma espécie de torção. Posicione uma das pernas para a frente e a outra cruzada atrás. As mãos ficam fechadas no centro do peito, na altura dos ombros, e são torcidas para o lado contrário da perna que está à frente. Com a torção, você pode estender o braço atrás de si e manter o corpo flexionado.
A grande vantagem desse movimento é que ele alivia a tensão dos ombros e das costas – regiões críticas para quem trabalha em escritório – e ajuda no alongamento.
Contra a dor (Ujjayi Pranayama)
A ioga não é capaz de curar nenhum tipo de dor, mas alguns exercícios de respiração nasal podem tirar o foco do sofrimento e direcioná-lo para a respiração, que vai aliviar o incômodo naquele momento.
Alguns indivíduos usam esse exercício em sessões de acupuntura, massagem ou depilação, justamente para aliviar um pouco a dor. Inspire e expire dosando o ar, ouvindo o ruído da respiração e imaginando esse fluxo. O uso da glote para barrar a saída de ar é fundamental.
Em situações de dificuldade e medo (Sarvangasana e Halasana)

As posições invertidas sobre os ombros são ótimas para quem quer procurar uma auto-superação. Elas devem ser feitas deitado no chão sobre os ombros.
Uma boa dica é usar a parede: deite no chão com o bumbum encostado na parede, assim como as pernas e o tronco. O joelho deve ser flexionado, os pés apoiados e o quadril levantado. Tire primeiro uma perna e depois a outra.

O objetivo é fazer com que o sangue acumulado nos pés volte para irrigar a cabeça, os ombros e o restante dos órgãos. É uma boa atividade para quem está passando por problemas, situações difíceis ou com medo de algo.




LIVRO: As crônicas de gelo e fogo



Tenho ouvido e lido muito a respeito dessa trilogia, tanto que me despertou o desejo de lê-los.

Livro 1 - A guerra dos tronos
Livro 2 - A fúria dos reis
Livro 3 - A tormenta de espadas
Minha próxima aquisição!


Um pouco do autor:

George R. R. Martin trabalhou dez anos em Hollywood como escritor e produtor de diversas séries e filmes de grande sucesso.
Autor de diversos best-sellers nos EUA e na Europa, foi em meados dos anos 1990 que Martin deu início a sua mais importante obra: As crônicas de gelo e fogo.
É a saga de fantasia mais vendida dos últimos anos, vencedora de diversos prêmios, e que agora também se torna uma grande produção da HBO.

Vejam um pouco dessa grande obra.



Os três primeiros volumes da saga épica As crônicas de gelo e fogo – A Guerra dos Tronos, A Fúria dos Reis e A Tormenta de Espadas – são hoje os livros mais vendidos de ficção do país. Encabeçando a lista dos livros mais vendidos desde maio deste ano, os três volumes juntos já venderam quase 500 mil exemplares somente no Brasil.
Foi em meados dos anos 1990 que George R.R Martin iniciou a saga épica, que é hoje a mais vendida em todo mundo, detentora de vários prêmios e um blockbuster da HBO – premiado no último Emmy Awards.
No fictício continente Westeros, uma terra onde o verão pode durar décadas e o inverno toda uma vida, os problemas estão apenas começando. O frio está de volta e, nas florestas ao norte de Winterfell, forças sobrenaturais se espalham por trás da Muralha que protege a região. No centro do conflito estão os Stark, do reino de Winterfell, uma família tão áspera quanto às terras que lhe pertencem, e os Lannister –membros da atual família real.
Dos lugares onde o frio é brutal, até os distantes reinos de plenitude e sol, George R. R. Martin narra uma história de lordes e damas, soldados e mercenários, assassinos e bastardos, que se juntam em um tempo de presságios malignos.
Muito recomendado.

___________________________________________________________________________

Pré venda do box com a trilogia...uma bela embalagem...vamos ver o preço!
Coisa pra colecionador.




21 novembro 2011

RECOMEÇAR - O retorno das confabulações!

"Não importa onde vc parou...
em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível
e necessário "RECOMEÇAR"."



Depois de um bom tempo longe, hoje resolvi retomar ao blog.
Ao ler o Blog de uma amiga (Jane), senti uma saudade do meu tempo de blogueira, uma vontade de retomar...RECOMEÇAR mais uma vez, e aqui estou eu!


Dando inicio a uma nova fase...
precisamos fechar ciclos e recomeçar sempre...
viver cada vão momento como único...
aproveitar o que de bom a vida pode nos proporcionar e partilhar os nossos conceitos e descobertas com todos.


Ser blogueira não é nada fácil, é preciso estar sempre presente, ser criativa (algo que me falta um pouco), se fazer entender, partilhar coisas interessantes pra de fato ter seguidores...e esse é o ponto mais complicado...fazer seguidores fiéis.
Espero nesse retorno conseguir atrair olhares ao blog com conteúdos interessantes, e conto com todos para que juntos façamos daqui um cantinho p/ CONFABULARMOS!


Qualquer sugestão ou críticas enviem-me por e-mail...estarei aqui pra confabular com todos.


SEJAM TODOS BEM VINDOS!

14 maio 2011

A mulher é mais mulher aos 30 anos?



A mulher é mais mulher aos 30 anos....


Uma mulher é muito mais mulher aos 30 anos. Eis o que quero dizer: tome a mesma moça aos 20 anos e aos 30. No segundo momento ela será talvez umas sete ou oito vezes mais interessante, mais sedutora, mais irresistível do que no primeiro.
Aos 30 anos, a mulher se conhece mais e é por isso muito mais autêntica, centrada, certeira - no trato consigo mesma e na relação com o seu homem. 
Aos 30, a mulher tem uma relação mais saudável com seu corpo. Aos 30, ela está muito mais interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorar o que for feio e baixo astral e ser feliz o máximo que der. Se o seu homem não gostar dela do jeito que ela é, dane-se!! Uma mulher de 30 só quer quem a mereça.
Aos 30, ela sabe se vestir. Domina a arte de valorizar as partes do corpo que lhes são pontos fortes e de tornar discretas aquelas que não interessa tanto mostrar. Melhora muito a qualidade da sua escolha de sapatos e acessórios, tecidos e decotes, cores e combinações, maquiagem e corte de cabelos.
 A mulher de 30 só vai na boa. Gasta mais, porque tem mais dinheiro, mas, sobretudo, gasta melhor. Tem gestos mais delicados, posturas mais elegantes, é mais graciosa e temperada. O senso de propriedade e a noção de limites de uma mulher de 30 não têm termo de comparação com outra de 20. 
Aos 30 ela carrega um olhar muito mais matador - quando interessa matar. E que finge indiferença com muito mais competência - quando interessa repelir.
Aos 30, a mulher não é mais bobinha. Não que fique menos inconstante. Mulher que é mulher se pudesse não vestia duas vezes a mesma roupa nem acordava dois dias seguidos com o mesmo humor. Mas aos 30 ela já sabe lidar melhor com esse aspecto peculiar da sua condição feminina. E poupa - exceto quando não lhe interessa poupar - o seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 a transformavam.
Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 30, tem pintas. Encantadoras, perfumadas trilhas de pintas. Que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos escolhidos. (Sim: aos 20 a mulher é escolhida. Aos 30, é ela quem escolhe. Aos 20, ela é comida por alguém. Aos 30, é ela que decide para quem dar. Etc.) 
Com 20 ela eventualmente veste calcinhas que não lhe favorecem. E as pendura no registro do chuveiro. Aos 30, usa lingeries escolhidas a dedo. Que, sempre surpreendentes e com altíssimo poder de fogo, o seu homem nunca sabe de onde saíram. Aos 30, a mulher aprende a se perfumar na quantidade certa. E com a fragrância exata para a sua pele, para a temperatura do dia, para os tons da roupa que está usando. A mulher de 30, muito mais do que a de 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome.
Aos 30, ela é mais natural, mais elegante, mais sábia, mais serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Desenvolve um toque macio e quente, que sabe ser a um só tempo firme e suave. Fica tudo mais uterino, mais helênico, mais glamouroso, mais sexualmente arguto.
Aos 30, a mulher não faz mais experiências esdrúxulas. Quando ousa, no que quer que seja, costuma acertar em cheio. 
No jogo com os homens, já aprendeu a esgrimir no contra-ataque, construindo seus xeques-mates em silêncio. Quando dá o bote, é para liquidar a fatura. Ela sabe dominar seu parceiro sem que ele se sinta dominado. Mostra sua força na hora certa, de modo sutil. Não para exibir poder - mas exatamente para resolver tudo a seu favor antes de chegar ao ponto de precisar exibi-lo. Garante para si o que quer sem confrontos inúteis. E brinca com a sua pretensa fragilidade como uma ferramenta lúdica de prazer - seu e do seu homem. Sabiamente, goza de todas as prerrogativas da condição feminina sem ter que engolir nenhum sapo supostamente decorrente do fato de ser mulher.
Se você, leitora, anda preocupada porque não tem mais 20 anos - ou porque os têm, mas já percebeu que eles não vão durar para sempre - fique tranqüila, deixe de bobagem, desencane. Saiba que é precisamente aos 30 que o jogo começa a ficar bom.

Por Adriano Silva (editor da Super Interessante)